quinta-feira, 10 de junho de 2010

Reveladora fuga

(Rafael de Ascenção)

Tentamos toda vez fugir pensando que a fuga nos define...
Tentamos toda vez mentir pensando que as mentiras nos agradam...
Tentamos toda vez nos proteger achando que a proteção vai nos fazer felizes...
Tentamos e erramos com a mesma velocidade com a qual nos despedimos do que realmente amamos...

Por isso...

Amo-te como quem respira o mais límpido ar...
Amo-te como quem espera o amor gratuito...
Amo-te, ao mesmo tempo, como quem não espera ser amado...
Amo-te como quem espera o certo no errado...
Amo-te como jamais me amei...
Espero-te como quem jamais esperou por si...
Desejo-te como jamais desejei alguém um dia...
 E por isso exalto-te como jamais queria...

Sonho como quem jamais sonhou...
Elimino-me como quem jamais se eliminou.
Defino-me como quem ama a mais
Desejo-te, como quem espera a paz.

De que são feitos os belos?



(Rafael de Ascenção)


Resolvi escrever sobre a beleza
Sem saber definir em tristeza, calor ou dor
Resolvi escrever e por isso continuo escrevendo

Resolvi resumir em poema o que não cabe
Não cabe de aperto, não cabe de agrado
Resolvi escrever por ser incapaz de permanecer calado

Resolvi esperar pelo sorriso ensolarado
Pelo olhar apaixonado
Pelo desejo que me cala

Acabei resolvendo pouco, ainda menos escrevi
Há um abismo de palavras a serem ditas
Também há o eco delas para se escutar...

Resolvi, então, resumir o que espero:
Que meus olhos, ouvidos, que meu corpo esteja vivo
No dia em que o belo não será apenas belo
Será resumo do que sinto por ti.

Confuso - Cansei, Perdi... E o que mais?

(Rafael de Ascenção)


Me cansei!
Cansei de imaginar um mundo com mais cores, cansei de esperar das pessoas novos amores, cansei de sonhar acordado, dormindo, meditando, almoçando... Acabei cansando...
Me perdi!
Me perdi esperando, divulgando, multiplicando em mim sentimentos meus como se recebesse dos outros. Me perdi quando olhei nos olhos e não fui entendido, quando deixei claro quem sou e não fui enxergado, quando me movimentei ao máximo para nos olhos dos outros parecer parado...
Imaginar? Sonhar? Esperar o que? De quem? A que preço?
Qual preço tem meu endereço?
Quanto valem minhas esperanças?
Elas de fato existem?
Cansei, perdi... E o que mais? Pra que mais?! Será que vale?!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Qual o seu partido?

Dos trabalhadores? Da social Democracia Brasileira? É Brasileira mesmo?! São tantos “[B]s” para tão pouco Brasil...
Ouve-se dizer que nosso país avança forte no regime da real democracia. Mas o que há de real e até que ponto nossos representantes são de fato democráticos?
Troca-se voto por promessa de emprego e olha que barato: Até isso não se cumpre!  Troca-se voto por promessas vazias, mas tem culpa o povo? Educado foi para discernir entre vazio e o objetivo? Entre o eficaz e o paliativo? Entre o sucesso da escolha e o descaso geral somado à defesa do interesse próprio?
Não há regime democrático de sucesso que se sustente no analfabetismo eleitoral técnico. Sociedade mal informada, sem senso crítico e juízo de valor desconhece seus direitos e, por conseguinte, conhece menos ainda qual a verdadeira razão para se apertar o CONFIRMA. Quem perde com isso? Quem perde é o país dos brasileiros quem também acabam por não saber cobrar.
E confiantes, seguem as legendas e seus “ [B]s de Brasis”. “[B]”s que não são meus, não são seus... Ano difícil esse! Exatamente por isso eu te pergunto: Qual seu partido? Está ao meio? Partido em quantos?
Utópica educação, por ti espero! Que não seja tarde e que me valha o sonho...